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13/08/2020

O ADVERSÁRIO É O VÍRUS

Prof. Tales de Sá Cavalcante

O Povo. 13/08/2020 (quinta-feira).
tales@fariasbrito.com.br

2020 entrou para a História. Um vírus decretou prisão domiciliar a quase todos os humanos, embora sem delito algum cometido. E alguns estão a considerar o estado atual idêntico à sensação expressa por Herman Melville no livro Moby Dick: uma “loucura enlouquecida”.

Nem todos souberam enfrentar o vírus. O Brasil e muitas outras nações têm o problema sanitário a encarar e, depois, o econômico. Prevenir a Covid-19 é difícil quando o hábito de lavar as mãos é inviável para 31,3 milhões de brasileiros que vivem sem água encanada e 74,2 milhões que moram em áreas sem coleta de esgoto, conforme divulgado pela imprensa. E a economia terá que iniciar pelo melhor programa social, segundo Ronald Reagan: o emprego.

Todos fomos atingidos, e os governantes não tomaram decisões conjuntas. Houve dois grandes empecilhos para tal. A falta de uma liderança mundial e a ausência da elaboração simultânea e no início do surto de um plano para a saúde e outro para a economia em níveis global, nacional, estadual e municipal. Não foi seguida a máxima de José Raimundo Costa, um dos pilares da história do O Povo, que dizia: “Quem planeja trabalha a metade e produz o dobro.”

Uns pensaram apenas no aspecto econômico, e outros se concentraram em vidas a salvar. No Brasil, o presidente ficou a disputar um cabo de guerra com os governadores. Se tivessem trocado os puxões na corda por mãos entrelaçadas e unidas, talvez não tivéssemos chegado a mais de 100 mil mortes (dados oficiais). Afinal, o adversário é o vírus. As decisões sanitárias seriam tomadas por profissionais da saúde, e os demais agentes restringir-se-iam ao respeito à ciência. Pessoas que não são da área sanitária palpitarem sobre remédios e pandemia é como alguém de Ciências Humanas opinar sobre Engenharia Aeroespacial no recente lançamento do foguete Atlas V rumo a Marte. Os EUA até poderiam ser o país candidato a líder, porém o seu presidente não. Enfim, faltam-nos líderes e estadistas.

Edgar Linhares, pai do sucesso educacional de Sobral, dizia: “Não existe escola boa com diretor ruim.” De igual modo, a Covid-19 será vencida se o líder do combate for bom.

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